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Parceria entre empresa e UFRJ resulta no desenvolvimento de monitor cerebral

Débora Motta

A aproximação entre academia e empresa é um dos elementos que favorecem a inovação tecnológica, gerando produtos e processos que podem contribuir diretamente para a melhoria da qualidade de vida da população. Exemplo disso é a recente parceria entre a empresa Emsa, de equipamentos médicos, e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que se unem no Laboratório de Processamento de Sinais em Engenharia Neural (Lapis), do Programa de Engenharia Biomédica da Coppe. Com recursos do edital Apoio à Inovação Tecnológica do Estado do Rio de Janeiro, da FAPERJ, elas desenvolveram um inovador monitor de função cerebral para pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTIs).

Trata-se de um eletroencefalógrafo, equipamento capaz de monitorar a atividade elétrica cerebral, com características especiais. De acordo com o engenheiro biomédico e empreendedor Paulo Farina Jr., sócio da Emsa, o produto pode facilitar o acompanhamento médico de crises epilépticas em pacientes internados nas UTIs. “A análise do eletroencefalograma é muito importante para doentes em coma porque os sintomas da crise epiléptica nem sempre são aparentes”, disse Farina. “Mas o custo de manter uma equipe de médicos eletroencefalografistas, que normalmente são neurologistas especializados na interpretação do eletroencefalograma, é alto, especialmente para hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). Mesmo nos países desenvolvidos, existe uma limitação da disponibilidade de profissionais com essa formação específica”, completou.

O dispositivo portátil pode ser acoplado em qualquer computador:

Por isso, a proposta do equipamento é facilitar a interpretação de dados da atividade elétrica cerebral, com parâmetros que tornam o monitoramento mais objetivo, podendo ser realizado previamente por médicos não especializados. Em outras palavras, ele simplifica os dados a serem interpretados, permitindo a visualização compactada de horas de sinal em uma única imagem. “O equipamento atende a uma lacuna de mercado. Como na maioria das UTIs de hospitais brasileiros não há uma equipe de médicos eletroencefalografistas, seria uma forma para o médico não especialista pré-avaliar pacientes em coma. O médico intensivista poderia acompanhar as alterações mais relevantes da função cerebral e solicitar um eletroencefalografista sempre que necessário”, justificou.

O equipamento é constituído por um sistema que emprega técnicas de processamento de sinais. “Ele pode ser acoplado a qualquer computador para a leitura dos dados elétricos cerebrais, seja laptop ou desktop, e opera em qualquer tensão disponível no território nacional, o que pode ser uma vantagem para difundir o uso do equipamento nas diversas regiões do País”, afirmou Farina.

A parceria entre a Emsa e o Lapis/Coppe surgiu durante o mestrado de Farina em Engenharia Biomédica, na instituição. “É uma oportunidade de realizar a transferência de uma tecnologia que já vem sendo pesquisada no Lapis desde os anos 1980. A empresa Emsa sempre atuou no mercado de equipamentos para neurofisiologia, o que já resultou no desenvolvimento de diversos equipamentos para monitoração de sinais biológicos, em particular os sinais eletroencefalográficos”, destacou Farina. 

Segundo o empresário, o equipamento começou a ser desenvolvido em 2011 e já foi aprovado e certificado pelo Inmetro. Agora, ele aguarda a liberação para comercialização por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Quando essa etapa for concluída, estaremos abertos a propostas de compra por gestores de saúde pública ou privada para que o equipamento chegue ao mercado”, disse. E foi além: “Por ser inovador, ele dificilmente teria sido desenvolvido sem o apoio de um órgão de fomento. O apoio da FAPERJ foi decisivo e a parceria da Emsa com a UFRJ abre caminhos para novas tecnologias e, quem sabe, outros produtos na área médica.”

Parte da equipe reunida no estande da III Feira FAPERJ

Além de Paulo Farina Jr., participam do projeto: na Emsa, o tecnólogo em processamento de dados Guiarone Cavalheiro, e o engenheiro eletrônico Edilson Borges; no Lapis/Coppe, os doutores em engenharia biomédica Fernando Infantosi, Antonio Mauricio de Sá e Danilo Melges. O projeto foi um dos destaques entre os estandes da III Feira FAPERJ de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada de 10 a 12 de outubro no Centro Cultural de Ação da Cidadania, no bairro da Saúde.

 

 

 

Fonte: FAPERJ - Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro.

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